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Capital terá 1º hospital veterinário de animais silvestres da América Latina

Construção do complexo médico-veterinário foi avaliado em R$ 3,8 milhões (Foto: Saul Scharmm/Governo de MS) Construção do complexo médico-veterinário foi avaliado em R$ 3,8 milhões (Foto: Saul Scharmm/Governo de MS)

Capital

Hospital Veterinário de Animais Silvestres será construído com vínculo ao Cras

O primeiro hospital exclusivo a animais silvestres da América Latina será construído em Campo Grande, anexo ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres). O Hospital Veterinário de Animais Silvestres está previsto para melhorar o tratamento dos mais de 2,5 mil animais que são atendidos no local.

Serão destinados ao menos 10 profissionais de que trabalham atualmente no Cras, entre médicos, biólogos, técnicos e tratadores. Esse número deve aumentar quando a unidade estiver pronta.

O complexo terá 1,1 mil metros quadrados de área construída e concentrara todos os atendimentos, como triagem, exames, atendimento clínico, cirurgias e reabilitação. Orçado em R$ 3,8 milhões, a unidade ainda contará com espaços administrativos, sala de cirurgia, ambientes para quarentena e laboratórios para exames.

Em publicação feita pelo governo estadual, responsável pelo órgão, a médica veterinária Aline Duarte, coordenadora do Cras, ressalta que haverá parcerias com a PMA (Polícia Militar Ambiental), que encaminha animais de diversas regiões de Mato Grosso do Sul para a Capital.

"O nosso objetivo é a reabilitação do animal, vítima de atropelamento, tráfico e apreensão, e também de entrada voluntária. O Cras recepciona os animais do Estado e, uma vez que o animal chega, recebe o atendimento veterinário, passa por uma quarentena, para depois começar o trabalho de reabilitação", diz Duarte.

Segundo a PMA, maior parte dos espécimes encaminhados são aves, em maior parte papagaios, muitos que vêm do tráfico de animais.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Rodrigo Bordin Piva, o hospital surge em meio a preocupação ambiental com espécies dos biomas sul-mato-grossenses. "Vimos nas queimadas de 2020 a importância do atendimento médico-veterinário aos animais que sofreram com a ação do fogo no Pantanal e no Cerrado em MS. Depois do resgate das onças na Serra do Amolar, os animais receberam atendimento no Cras".

"Portanto, com o hospital, mais animais poderão ser reabilitados para retornarem ao seu habitat natural ou ainda terão chances de sobreviver aos destares ou aos maus tratos do homem", finaliza.

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